Florianópolis, 07.04.26 – A Federação das Indústrias de SC (FIESC) é uma das signatárias do manifesto articulado por entidades empresariais e federações do setor produtivo e de trabalhadores contra uma possível revisão do imposto sobre remessas internacionais até US$ 50, a chamada “taxa da Blusinha”.
A entidade lembra que a implementação, em agosto de 2024, de mecanismos de tributação sobre essas encomendas buscou corrigir uma distorção histórica. Durante anos, produtos importados ingressaram no País com carga tributária significativamente inferior à aplicada à produção nacional, criando uma disparidade na cobrança de impostos, o que fere os princípios de isonomia e concorrência leal.
Desde agosto de 2023, sites estrangeiros de vendas passaram a recolher tributos no Brasil, iniciando com o ICMS, instituído pelos governos estaduais na ocasião da criação do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal e, um ano depois, com o estabelecimento do Imposto de Importação.
Benefícios para a economia
Entre agosto de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário e calçados cresceu 5,5%, em comparação com a queda de 0,6% registrada no mesmo período entre 2023 e 2024.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o comércio criou, desde 2023 - quando foi lançado o programa Remessa Conforme -, até dezembro de 2025, 860 mil novos empregos diretos e outros 1,5 milhão de novas vagas na cadeia produtiva. Já na indústria, no mesmo período, foram criados 578 mil novos empregos diretos. Indústria e varejo contribuíram para que o Brasil atingisse o menor desemprego da sua história: 5,1%, ao final de 2025, destaca o manifesto.
Confira o manifesto na íntegra
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
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