Manufatura avançada, sistemas, materiais e soluções tecnológicas estão entre os projetos liderados pela Divisão de Fabricação do Exército; tema foi abordado na reunião do Condefesa nesta quinta (5), em Palhoça

Florianópolis, 06.02.2026 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) discutiu nesta quinta, dia 5, o papel da indústria catarinense na área de defesa, as principais demandas do Exército Brasileiro para 2026 e os impactos do cenário geopolítico global sobre o setor produtivo.

O encontro do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa) foi realizado nas novas instalações da Olsen e reuniu empresários, lideranças industriais, autoridades militares e especialistas. A Olsen integra o rol de empresas catarinenses estratégicas de defesa.

O General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela, diretor de Fabricação do Exército Brasileiro, apresentou as principais demandas e projetos da Diretoria, com foco em modernização, inovação tecnológica e fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Há oportunidades para a indústria em áreas como manufatura avançada, sistemas, materiais e soluções tecnológicas.

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general de divisão tales vilella
Vilella destacou projetos em andamento na Divisão de Fabricação do Exército. Foto: Filipe Scotti

“Nossas atividades envolvem engenharia, temos 26 engenheiros atuando na equipe. Entre os nossos focos de atuação estão a modernização e a nacionalização dos nossos arsenais e equipamentos. A nossa Diretoria faz aquisições customizadas, com alto nível de TRL”, afirma Vilella. 

Exemplo disso é a produção de um morteiro 81mm, que embarca 420 itens. Por questões estratégicas, apenas um item é fabricado pelo Exército - o tubo do armamento, representando 30% do valor do morteiro. Todos os demais itens são adquiridos junto à indústria nacional. 

🔔 Oportunidades 

Entre os projetos em curso estão simuladores, embarcações, carros de combate, armamentos, coletes balísticos, entre outros itens. Já as demandas se concentram em componentes de morteiros, matérias-primas como aço, componentes para manutenção de radiocomunicador, usinagem de componentes, tecidos, pintura de alta resistência, buchas e vedações e manutenção de máquinas de corte a laser.

A longo prazo, estão no radar a produção em série do Cascavel NG e a fabricação nacional de obuseiros e drones. O Exército também deve abrir em junho edital para a nacionalização de componentes críticos do VBC CC Leopard. 

Nesta sexta (6), a FINEP lançou a nova chamada pública Mais Inovação Brasil - Soberania e Defesa Nacional. São R$ 300 milhões para apoiar soluções voltadas ao setor.

🌎 Geopolítica

O cenário geopolítico global foi tema da palestra do Capitão de Mar e Guerra veterano Leonardo Mattos, professor de Geopolítica da Escola de Guerra Naval. Ele abordou os reflexos das tensões internacionais, dos conflitos regionais e da reorganização das cadeias globais sobre a segurança, a soberania e as estratégias industriais dos países.

O encontro contou ainda com uma visita técnica às instalações da empresa anfitriã, do empresário Cesar Olsen, que também preside o Condefesa. Ele destacou que o ambiente internacional exige maior integração entre indústria, tecnologia e defesa nacional. 

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Visita à fábrica da Olsen, em Palhoça; empresa produz equipamentos odontológicos e integra a base industrial de defesa em SC. Foto: Filipe Scotti

A programação incluiu ainda a apresentação da quarta edição da SC Expo Defense, iniciativa da FIESC com apoio do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. O evento será na sede da Federação, em Florianópolis, nos dias 21 e 22 de maio. 

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação 

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