Em vigor desde 1º de janeiro deste ano, mecanismo europeu de ajuste de carbono (CBAM) redefine critérios de acesso ao mercado e reforça a agenda de descarbonização industrial; tema foi abordado durante a reunião da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC

Florianópolis, 27.01.2026 - Exportadores de aço, alumínio, cimento, ferro, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio devem estar atentos às exigências do Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM). O mecanismo adotado pela União Europeia, e em vigor desde 1º de janeiro deste ano, visa evitar a chamada “fuga de carbono” e estimular práticas produtivas mais sustentáveis no comércio internacional.

O CBAM prevê a aplicação de uma taxa sobre produtos importados de países que não adotam padrões equivalentes de precificação ou controle de emissões de gases de efeito estufa. Na prática, o mecanismo exige que empresas exportadoras comprovem a pegada de carbono de seus produtos, especialmente em setores intensivos em energia e emissões.

Embora o CBAM represente um novo desafio regulatório, ele também funciona como um sinal claro de transformação do comércio global, explica a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias (FIESC), Maitê Bustamante. 

“Para a indústria, o tema deixa de ser uma discussão de longo prazo e passa a exigir preparação imediata, com investimentos em mensuração de emissões, eficiência energética e estratégias de descarbonização”, pontua Bustamante.

O impacto do CBAM vai além de uma barreira comercial. O mecanismo tende a valorizar empresas que já adotam práticas sustentáveis, aumentando a competitividade de produtos com menor intensidade de carbono e ampliando o acesso a mercados mais exigentes.

No contexto catarinense, é importante antecipar movimentos, considerando o perfil exportador do estado e a diversidade de setores industriais com relação direta com o mercado europeu. “A adaptação às exigências do CBAM envolve não apenas adequações técnicas, mas também planejamento estratégico e acesso a informações qualificadas”, frisa Bustamante. A documentação está disponível no site da Comissão Europeia

A Federação das Indústrias tem atuado para orientar as empresas sobre os impactos do mecanismo, apoiar a compreensão das exigências regulatórias e estimular soluções que fortaleçam a competitividade do setor em um cenário de transição para uma economia de baixo carbono. Interessados em esclarecer dúvidas sobre o CBAM podem entrar em contato com a FIESC pelo e-mail [email protected].  

Controle de efluentes

Durante a reunião, o consultor da FIESC Luís Henrique Cândido da Silveira abordou parâmetros e padrões no controle de emissão de efluentes líquidos industriais. Julia Iasmin apresentou o WEEN ESG [https://pronatur.com.br/solucao/esg/], programa da Pronatur voltado à gestão e implantação de práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança), ajudando empresas de todos os portes a estruturar, mensurar e evoluir em sua jornada sustentável.


Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

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