Florianópolis, 14.01.26 - A produção industrial de Santa Catarina registrou aumento de 3,4% no acumulado de 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados compilados pelo Observatório FIESC mostram que o resultado levou SC à terceira posição entre os estados brasileiros com o maior indicador da atividade industrial. O desempenho superou a média nacional no período, que foi de alta de 0,6%segundo o IBGE, que publica o indicador.
“Os números mostram a resiliência da indústria de Santa Catarina, que apesar dos desafios impostos pelo tarifaço e recuo das exportações chinesas, teve incremento na produção. A diversidade de setores contribui para esse desempenho”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.
O segmento em que a produção industrial mais cresceu entre janeiro e novembro do ano passado foi o de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com aumento de 12,3%. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, avalia que os dados apontam para um reflexo da fase do ciclo da construção de edifícios residenciais e também de obras de infraestrutura no estado como fatores que contribuíram para o avanço.
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que aumentou 7,8% no acumulado de 2025 até novembro. “Nesse ramo, o desempenho pode ser explicado em parte pelo incremento de exportações, com a conquista de novos mercados e a realocação de parte das vendas destinadas os Estados Unidos para países como Argentina e Chile e para a União Europeia”, explica Bittencourt. O programa de depreciação acelerada também impactou esse setor, segundo ele.
Com alta de 5,9% no período, a fabricação de máquinas e equipamentos foi impactada pelo bom momento do agronegócio, com safra recorde em 2025. Na avaliação de Bittencourt, a produção de equipamentos agrícolas é relevante para o setor em SC, e trouxe reflexos positivos. Assim como no caso de máquinas e equipamentos elétricos, a depreciação acelerada contribuiu para impulsionar o ramo.
Bittencourt explica que programas de incentivo como a depreciação acelerada e algumas linhas de financiamento com taxas mais atrativas minimizaram o impacto da taxa Selic a 10% ao ano. O elevado nível de consumo das famílias também foi positivo.
Desempenho no mês
Considerando os resultados do mês de novembro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024, no entanto, o cenário é de retração, refletindo um ambiente econômico mais restritivo. O recuo da produção industrial de SC no período foi de 1,4%, acima da média nacional, que foi de 1,2% de queda.
“Nesse contexto, os bens de consumo não duráveis - como alimentos e embalagens - mantiveram crescimento, beneficiados pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra”, explica a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC.
Confira o boletim do Observatório FIESC
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
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